Por que vale a pena ter certificações na área financeira?

Em 2002, investidores ficaram bastante apreensivos e inseguros por conta da significativa instabilidade que o mercado financeiro sofreu naquele ano. Aplicações consideradas conservadoras tiveram retornos negativos e a insegurança em relação às características dos produtos de investimento aumentou. Por isso, o debate sobre a necessidade de introduzir mecanismos de regulação da atividade bancária no Brasil se aprofundou.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) passaram a exigir que os profissionais do mercado financeiro que possuem contato direto com investidores na comercialização de produtos de investimento e atendem investidores comprovem seu conhecimento através de exames de certificação.

Assim, no mesmo ano de 2002, a então Anbid (hoje Anbima( criou o Programa de Certificação para dar ao mercado um desenvolvimento sustentável e mais segurança aos investidores.

CPA-10 e CPA-20

A CPA-20 foi a primeira certificação lançada para profissionais que desempenham atividades de comercialização e distribuição de produtos de investimento diretamente junto a investidores qualificados, isto é, que possuem mais de R$ 300 mil para aplicar.

A CPA-10 foi criada pouco tempo depois com um programa menos robusto e mais voltada para certificar o mesmo público mas que não atende investidores qualificados. O objetivo com essa certificação era ter profissionais também com conhecimento sobre o mercado para atender investidores com volumes menores para aplicação. Por causa disso o programa é menos amplo que a CPA-20.

CFP

Outra certificação que ganhou destaque nos últimos anos é a Certified Financial Planner (CFP®). Voltada para planejadores financeiros (como indica o título em inglês), este é um especialista com visão estratégica e conhecimentos de administração de investimentos, gerenciamento de riscos, previdência complementar, seguros, planejamento financeiro, fiscal e sucessório.

Sua atuação em relação aos investidores é como um Consultor que avalia os objetivos, expectativas e necessidades de cada cliente. O profissicional que deseja ter essa certificação precisa comprovar conhecimentos técnicos, formação, experiência profissional e postura ética – além de precisar manter um contínuo aperfeiçoamento sobre as suas capacidades.

As certificações dão esse selo de qualidade aos profissionais do mercado financeiro e, por consequência, eleva o profissionalismo das operações nos mais diferentes setores que o integram.

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