Saiba quais os melhores investimentos com Selic a 7,5%

A notícia e discussão da semana no meio econômico são uma só: a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, ou seja, caindo de 8,25% para 7,5%. Em termos práticos, o que isso significa para os seus investimentos e para a administração do seu dinheiro? É isso que vamos tentar explicar, inclusive com algumas dicas de investimentos que podem dar bom retorno com a taxa a esse nível.

Mas antes de começar, um pouco de informação: esse foi o 9º corte seguido da Selic, que vem caindo desde outubro do ano passado. Com essa última queda, a taxa de juros já iguala seu segundo menor nível na história, registrado entre abril e maio de 2013.

Poupança rende menos

Desde setembro, quando a Selic caiu de 9,25% para 8,25%, a poupança já rendia menos devido a uma regra criada em 2012, valendo para poupanças abertas e novos depósitos feitos daquela época até agora.

Antes o rendimento era fixado por lei em 6,17% ao ano. Mas com a nova regra ficou acertado dois movimentos: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,27% ao ano (0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR); se a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais a TR. O que, na prática, representa nesse atual cenário um rendimento menor.

Juros e Inflação

Os juros são usados pelo Banco Central como uma forma de tentar controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o BC entra em campo subindo os juros para forçar uma redução do consumo e, ocasionalmente, os preços caírem. O movimento inverso acontece quando a inflação está baixa, o que faz o BC derrubar os juros para estimular o consumo.

Esse cenário ocasionado com mais esta redução do Copom pode aumentar o investimentos das empresas na produção e também aumentar o consumo da família brasileira. Explicamos bem de que forma isso ocorre na série de vídeos Os Jargões do Mercado Financeiro, no episódio sobre Inflação e Juros. Assista abaixo:

Renda Fixa menos competitiva

Ainda que a poupança renda menos, já é de conhecimento de todos que esse é o investimento que o brasileiro mais gosta. Então, é possível que não haja tanta alteração assim. O mesmo não pode ser dito sobre os investimentos em Renda Fixa, que tiveram um boom entre 2014 e 2015, mas que agora estão perdendo espaço.

Segundo informações da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (a Anefac), os rendimentos da poupança podem superar qualquer fundo de renda fixa com taxa de administração igual ou superior a 2% ao ano em qualquer prazo. Ainda de acordo com a Anefac, com a Selic a 7,5% ao ano, a poupança terá um rendimento mensal equivalente de 0,43% ao mês.

Tesouro Direto mantém força

Investimentos em renda fixa e poupança são normalmente destinados para investidores com perfis mais conservadores, que preferem não tomar quase risco nenhum e por isso se envolvem pouco em aplicações na Bolsa de Valores, por exemplo. Mesmo assim, no atual cenário, há ainda opções interessantes para investidores com esse tipo de perfil.

A melhor delas é o Tesouro Direto. Em 2016, os investimentos nesses papéis atingiram rendimentos de até 14% ao ano, porque acompanhavam a Selic durante período de alta. Com a redução da taxa, os rendimentos não alcançam esse patamar hoje mas, ainda assim, podem chegar a pelo menos 8,25% ao ano – o que é um bom rendimento considerando o que os outros produtos financeiros estão oferecendo de performance.

Outros papéis do Tesouro Direto que pagam juros mais inflação, além dos chamados prefixados (quando o investidor sabe antecipadamente quanto vai ganhar ao fim do investimento), continuam oferecendo retornos mais atraentes que a poupança – e sem risco de perda de patrimônio.

Além do Tesouro Direto, alguns especialistas do mercado financeiro têm atentado o investidor a ficar de olho em fundos multimercado com estratégia macroeconômica, ou seja, que muda a sua forma de operar no mercado financeiro de acordo com a macroeconomia do país. São investimentos com poucos riscos e administrados por profissionais do mercado financeiro.

Quer tomar risco? Ações

Com todo esse cenário, o investimento em Ações na Bolsa de Valores é o mais atrativo do momento. O Ibovespa dia após dia vem batendo recordes e isso não está acontecendo por motivo algum. A estabilidade da economia brasileira no momento justifica a curva ascendente das operações na bolsa de valores.

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